Thursday, December 06, 2007
Wednesday, December 05, 2007
Monday, August 06, 2007
Tuesday, June 19, 2007
Maus Pais!

"Deus abençoe os pais maus!
Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva um pai, eu hei-de dizer-lhes:
- Amei-vos o suficiente para ter insistido para que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidades de a comprar;
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em pé junto de vós, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto - trabalho que eu teria realizado em quinze minutos;
- Amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que ''tiraram'' da mercearia e dizer ao dono: eu roubei isto ontem e hoje queria pagar;
- Amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso amigo não era boa companhia;
- Amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração;
- Amei-vos o suficiente para vos deixar ver a fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos;
- Mas, acima de tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando sabia que me iriam odiar por isso.
Estou contente. Venci, porque no final vocês também venceram. E qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês irão dizer-lhes, quando eles vos perguntarem, se os vossos pais eram maus, que sim, que eram os piores pais do mundo!, porque:
- Enquanto os outros miúdos comiam doces ao pequeno almoço, nós tinhamos que comer cereais, tostas e ovos;
- Os outros miúdos bebiam pepsis ao almoço e comiam batatas fritas, enquanto nós tinhamos que comer sopa, prato e fruta. E, não vão acreditar!, os nossos pais obrigavam-nos a jantar, o que era bem diferente dos outros pais;
- Nós tinhamos vergonha de admitir mas eles violaram uma data de leis do trabalho infantil: nós tinhamos de fazer as camas, lavar a loiça, aprender a cozinhar, aspirar o chão, engomar a nossa roupa, ir despejar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que eles nem dormiam, a pensar em mais coisas para nos mandar fazer;
- Enquanto toda a gente podia sair com doze ou treze anos, nós tivemos que esperar pelos dezasseis;
- Por causa dos nossos pais, nós perdemos experiências fundamentais da adolescência: nenhum de nós esteve alguma vez envolvido em actos de vandalismo, em roubos, violação de propriedade, nem foi preso por algum crime;
Foi tudo por causa deles.
Agora que já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos ''maus pais'' tal como os nossos pais os foram.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes maus pais."
E os senhores que acham? Ainda a odiar os papás? :)
Este texto foi escrito numa coluna de um jornal diário. Descansem, não estou a plagiar já que a própria jornalista diz que não foi ela a autora.
Friday, February 09, 2007
Sim...ou não...

Como não sou pessoa de muitas filosofias, resolvi aplicar um pouco de raciocinio matemático nesta questão de maneira a simplificar um pouco as coisas...
Vamos supor que estão 100 mulheres num estado em que decidem abortar, estado tal em que acham não ter outra hipótese. Vamos considerar então dois cenários:
--> 1º: O "Não" ganha. O aborto continua a ser considerado crime.As 100 mulheres vão fazer um aborto clandestino. 50 delas vão ter graves problemas de saúde.Algumas poderão até morrer. Os 100 embriões/fetos serão todos mortos.As 100 mulheres terão no cadastro um "crime".Resumo: perdem-se 100 fetos, e podem até morrer algumas mulheres enquanto que outras são humilhadas num tribunal.
-->2º: o ''Sim'' ganha. O aborto é possível dentro de certos limites. As 100 mulheres dirigem-se a um centro especializado, onde têm uma consulta médica, acompanhamento e aconselhamento psicológico, além de serem confrontadas com todas as opções possíveis.20 ou 30 desistem do aborto e levam a gravidez até ao fim. Note-se que é o que acontece nos países onde o aborto foi despenalizado.70 ou 80 fazem um aborto em condições. Nenhuma mulher foi acusada de crime.Resumo: salvam-se bastantes embriões, salvam-se as mulheres de sequelas físicas e da humilhação.
Então, não é preciso ser um expert na matéria para chegar à conclusão que o voto na vida é o voto no sim... ou será que não? Será que num país com uma taxa de alfabetização tão baixa as mulheres vão conseguir olhar para dentro delas e pensar duas vezes antes de cometerem tal acto? Será que as jovens ( portugal é o país da união europeia com maior número de mães com idade inferior a 18 anos.. ) irão ter consciência que a prática de um aborto não é como usar uma peça de roupa e deitar fora? Quero acreditar que sim...e acho que não sou o único quando digo que uma mulher por mais insegura e incapaz que seja de criar um filho, irá ponderar utilizar esta prática como o último dos recursos... Se o limite das 10 semanas é aceitável ou não? Talvez sim... quando tantos cientistas e especialistas desta àrea dizem que só se pode falar em vida muito após as 10 semanas... Talvez não... se tivermos em conta que estamos a tirar uma vida... tenha 10 semanas ou 10 segundos...
Subscribe to:
Posts (Atom)












